Quem me vê assim desnuda não imagina o quanto já andei na moda, o quanto já andei na linha, quantos ritmos dancei, quantos temperos provei, quantos idiomas e teorias já escutei, quantos filmes, shows e peças de teatro assisti, quantos museus visitei, quantas opiniões ouvi e com quantas me importei. Quem me vê assim desnuda nem imagina com quantas cores já me pintei, com quantas formas em mosaico me montei e na tentativa de me formar me deformei. Quem me vê assim desnuda nem imagina que um dia em cacos me estilhacei e que por debaixo deles foi pele, luz e sombra que encontrei, que acolhi e que abracei.
Bem vindo(a) ao meu jardim! Aqui você é livre para sentir, ser, descobrir e florescer. Para desfrutar melhor da visita, sugiro que tire os sapatos. Se desejar uma experiência ainda mais profunda, deixe pra trás as roupas velhas! (você irá perceber que elas não te servem mais ao longo da visita). Bom passeio e volte sempre!