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Mostrando postagens de setembro, 2020

de que serve a poesia?

As poesias começaram a surgir de mim sem pedir licença como um adorninho de uma nova consciência E eu fiquei sem saber de que serviria poesia em terra de quem nem dá bom dia, De gente que vive sob efeito de anestesia. E então entendi pouco a pouco que o poeta é mesmo o louco que até flor enxerga no esgoto

A Flauta Transversal

Uma oitava acima Uma oitava abaixo E para a última, e mais estride nte oitava: Inspiras profunda mente senão travas Quando inspiras, aqueces o que lhe entra frio Quando expiras, num sopro caloroso preenches o vazio Que instrumento verdadeiro Que som celestial Inspira e expira Eis a flauta transversal Melodioso som de passarinho, Um samba dolente a acompanhar , Tagarelo e choroso chorinho Ou barroco Sebastian Bach E de tanto lhe tocar transpira na forma de suor condensado E de seu metal escorre o que já não lhe serve afora Agora está aquecida e seu som aperfeiçoado Depois de tocada, É cuidadosamente trimembrada E como jóia preciosa vai descansar No aconchego da caixinha aveludada