
Uma oitava acima
Uma oitava abaixo
E para a última, e mais estridente oitava:
Inspiras profundamente senão travas
Quando inspiras,
aqueces o que lhe entra frio
Quando expiras,
num sopro caloroso preenches o vazio
Que instrumento verdadeiro
Que som celestial
Inspira e expira
Eis a flauta transversal
Melodioso som de passarinho,
Um samba dolente a acompanhar,
Tagarelo e choroso chorinho
Ou barroco Sebastian Bach
E de tanto lhe tocar transpira na forma de suor condensado
E de seu metal escorre o que já não lhe serve
afora
Agora está aquecida e seu som aperfeiçoado
Depois de tocada,
É cuidadosamente trimembrada
E como jóia preciosa vai descansar
No aconchego da caixinha aveludada
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