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Mostrando postagens de novembro, 2022

as tantas marcas

Em meu corpo há tantas marcas que já não faz falta tatuar Dos lugares por onde andei, das incontáveis paisagens que vi, dos mil sotaques que ouvi e que, de tantos cheiros que senti, este faro apurado ninguém me há de tirar  São marcas em mim registradas, meus direitos autorais, minha licença poética de ser as mil pessoas que por mim passar'ou mais,  As mil músicas que escutei compuseram minha inacabada partitura  Os sabores que provei, me permitiram experimentar a doçura, mas também suficiente amargura para que arte pudesse brotar São bênçãos dos aventureiros, que no fundo também têm medo mas insistem em se lançar  Se lançar como a flecha derradeira que mesmo em meio a nuvem de poeira sabe que longe irá chegar O caminho, ainda que incerto, nos convida de peito aberto a insisir em caminhar