Em meu corpo há tantas marcas que já não faz falta tatuar
Dos lugares por onde andei, das incontáveis paisagens que vi, dos mil sotaques que ouvi e que, de tantos cheiros que senti, este faro apurado ninguém me há de tirar
São marcas em mim registradas, meus direitos autorais, minha licença poética de ser as mil pessoas que por mim passar'ou mais,
As mil músicas que escutei compuseram minha inacabada partitura
Os sabores que provei, me permitiram experimentar a doçura, mas também suficiente amargura para que arte pudesse brotar
São bênçãos dos aventureiros, que no fundo também têm medo mas insistem em se lançar
Se lançar como a flecha derradeira que mesmo em meio a nuvem de poeira sabe que longe irá chegar
O caminho, ainda que incerto, nos convida de peito aberto a insisir em caminhar
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