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Mostrando postagens de junho, 2016
Sharing , ou, sobre a arte de compartilhar. Vai chegando ao fim mais um final de semana cheio de conversas com a Geisa. Eu em Curitiba, ela em Dublin. Longe sim, mas cheias de referências pra trocar. É tanto livro, tanto filme, série, meme, tanta frase genial... E quando dá tempo, não basta enviar, queremos debater cada detalhe. Mentes inquietas conversam bastante mesmo. Problematizar a vida é um dos nossos passatempos preferidos! Quando a gente projeta, enviamos pedidos pro universo: “que venha a casa nova, que aconteça aquela viagem, que eu ganhe aquele prêmio”. Quando a gente compartilha não... De maneira simples influenciamos a vida de mais e mais pessoas. Muito além de um falatório sem fim, de planejamentos sem ação, de pedidos sem fundamento, de quereres vazios, o compartilhar é um caminho para transformação. Em pensar que sua simples presença vai beneficiar o outro, e a si mesmo. E olha, beneficia! Que possamos irradiar nossa presença, transmut...

O país do futebol

Hoje me deparei no ponto de ônibus mais próximo de minha casa com três pivetes mal lavados, calçados com chinelos velhos e sujos de barro. Eles observavam os garotos limpinhos que treinavam futebol no clube do Santos com suas chuteiras nike e uniformes mais alvos que a neve lavados com muito confort. De repente, surgiu uma mulher grávida gritando "filho! Fulano e Cicrano! Sai daí que os cara vão levar voceis!" Mas eles não estavam roubando, vedendo ou usando drogas e tampouco vandalizando. Apenas contemplavam uma realidade que queriam para si. Isso aconteu meus senhores! E não foi na África, não foi na China, foi no país do futebol. Justamente aquele que sediará a copa do mundo no ano que vem, aquele país de lindos estádios e nenhuma iniciativa pública de incentivo à prática esportiva, no qual todos querem ser Neymar.

Infância

 Um gosto de amora comida com sol. A vida  Chamava-se "Agora". (Guilherme de Almeida) Por que as crianças mesmo tendo tanta vida pela frente  insistem em fazer e a experimentar tudo o que podem hoje? Já nós mais velhos, com muito menos dias pela frente  protelamos ao máximo, adiamos planos, deixamos para amanhã e continuamos a seguir as mesmas vidas muitas vezes insatisfeitos. Por que? De repente porque pra elas tudo é uma excitação de descoberta, uma novidade. De repente porque elas ainda não sabem da existência da frustração. Mas pode ser também porque ainda não foram contaminadas pelos males do século: o conformismo e o medo. Peço a Deus a coragem e a excitação  das crianças para que destemida eu possa usufruir das belezas da vida.   Sei que poderei me machucar como a criança que se joga ao vento e rala o joelho e as palmas das mãos repetidas vezes. Mas sei também que depois sempre cicatriza e as marcas que ficam serão lembrança de uma vibrante...

Geração 10 segundos. O que aprendi com o Snapchat

O mundo acelerou e não é mais apenas metaforicamente. Não é de hoje que falamos em vida agitada e sem tempo. Tecnologias tais quais máquinas de lavar e microondas foram criados para para a facilitar a vida "busy" da sociedade  moderna .  Até aí nenhuma novidade, mas o que me assustou mesmo foi quando comecei a reparar que o meu marido estava acelerando a velocidade dos vídeos do YouTube pra assistí-los em menos tempo. Achei muito bizarro vê-lo atento a tela, fazendo quase uma leitura labial para entender aquela "voizinha" acelerada de abelinha de desenho animado em total descontraste com o que se via na tela que se tratava de um tutorial ou palestra. Enfim, o objetivo dele ali era aprender algo sem perder tempo e ele continua fazendo uso desse recurso, disse que é uma questão de acostumar os ouvidos .  Mas as minhas observações não param por aí. A confirmação dessa aceleração social se deu pra mim de verdade depois que eu criei a minha conta e comecei a utiliz...