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Mostrando postagens de janeiro, 2023

Benção à vó Lindaura

A Benção à vó Lindaura: Índia, morena e formosa.  De panturrilhas torneadas e canelas lustrosas.  Com a saia de viscose na altura dos tímidos joelhos, que só sentada no sofá, a catar feijão, podíamos vê-los. Minha linda avó Lindaura com seus coques e saiotes, Dos tempos que viúva respeitada, não sorria aos holofotes. Não aprendera a ler mas sabia precisamente das horas. Em sua caderneta, tinha anotado, das dívidas, cada centavo. Seu guarda-roupa cheirava  Alma de Flores. Sua penteadeira, forrada com um paninho de linho engomado, parecia um altar! Cada objeto tinha o seu exato lugar e razão de estar: Um pente, um sabonete, um creme Shen;  Um lenço branco bordado e um retrato  de seu bem, Uma caixinha de madeira maciça com um feche de dobradiça; Na tampa, uma gravura de flor pintada Dentro, além dos botões, uma solitária e preciosa noz-moscada.  Na caixinha de música, a bailarina deslizava  a sua dança; Bem ali diante de mim, no altar sagrado da  in...

o dia que

O dia que me permiti errar, comecei a aprender; O dia que descobri que nada sabia, comecei a entender; O dia que soltei o peso da certeza,  a verdade, com leveza, me ensinou a renascer; O dia que amei o destino,  no meio do desatino,  encontrei razão de ser. 🌺🌼🌸🌷🍃