A Benção à vó Lindaura: Índia, morena e formosa. De panturrilhas torneadas e canelas lustrosas. Com a saia de viscose na altura dos tímidos joelhos, que só sentada no sofá, a catar feijão, podíamos vê-los. Minha linda avó Lindaura com seus coques e saiotes, Dos tempos que viúva respeitada, não sorria aos holofotes. Não aprendera a ler mas sabia precisamente das horas. Em sua caderneta, tinha anotado, das dívidas, cada centavo. Seu guarda-roupa cheirava Alma de Flores. Sua penteadeira, forrada com um paninho de linho engomado, parecia um altar! Cada objeto tinha o seu exato lugar e razão de estar: Um pente, um sabonete, um creme Shen; Um lenço branco bordado e um retrato de seu bem, Uma caixinha de madeira maciça com um feche de dobradiça; Na tampa, uma gravura de flor pintada Dentro, além dos botões, uma solitária e preciosa noz-moscada. Na caixinha de música, a bailarina deslizava a sua dança; Bem ali diante de mim, no altar sagrado da in...
Bem vindo(a) ao meu jardim! Aqui você é livre para sentir, ser, descobrir e florescer. Para desfrutar melhor da visita, sugiro que tire os sapatos. Se desejar uma experiência ainda mais profunda, deixe pra trás as roupas velhas! (você irá perceber que elas não te servem mais ao longo da visita). Bom passeio e volte sempre!