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Mostrando postagens de agosto, 2020

O Veleiro Valentim

Vivia em alto mar um veleiro vermelho e ligeiro. O seu nome era Valentin e seu sonho: veleja r o mundo inteiro. -Saiam da frente, abram espaço pra mim. Sou o veleiro mais veloz e valente Valentim E passava tirando onda, o veleiro impaciente! Não se importava com ninguém, só queria chegar na frente! Seus pais lhe diziam que para velejar era preciso  paciência e conhecimento: - Você tem que parar para descansar , observar o céu, as marés e o vento. Seus amigos, com muita paciência,  paravam para ouvir os veleiros com mais experiência. Que falavam das das fases da lua, dos movimentos dos ventos, E também das mudanças das marés,  das estrelas e do tempo. E disseram ao Valentim que passava à toda pressa: Juntos podemos ir mais longe. Vêm com a gente, vamos nessa?! Mas Valentim, tão apressadinho, não deu importância  e seguiu sozinho... E sozinho navegou, até que veio um vento muito forte que o levou em direção a costa e foi parar num mangue ao norte! A...

Máscaras, maquiagens e roupas apertadas

Primeiro dia de aula: Será que a professora irá com a minha cara?  Fim do primeiro semestre: Será que passei na prova?  O frio na barriga  para ser escolhida pelo time de futebol: E se eu sobrar? (e sobrava) O primeiro fora: O que há de errado em mim? A primeira entrevista de trabalho:  Será que eu causei boa impressão?  A ligação dizendo que não foi aprovada para a vaga: Não sou boa o suficiente? A outra ligação dizendo que foi aprovada: Agora preciso provar que sou quem disse ser... É só uma mascarazinha aqui,  uma basezinha de leve pra tampar as imperfeições! Às vezes também calçamos um sapato apertado, uma roupa que sufoca um pouquinho mas o importante é atender às exigências do mercado! E assim nos afastando cada vez mais de nós mesmos e quando nos damos conta, nem sabemos mais quem somos e corremos o risco de morrer sem sabê-lo. Um dia, por sorte, descobriremos que mais importante que ser aceito é aceitar-se e amar-se.

Contemplação

Comecei enfim a livrar-me das abstrações e entregar-me contemplativamente aos fenômenos. Aproveitei cada momento para observar tudo ao meu redor com mais atenção, curiosidade e espanto. Acredito que esse olhar, que em princípio chamei de meditação contemplativa,  me levou quase que involuntariamente à escrita e nela encontrei um solo fértil e seguro para pisar, percorrer, explorar, sentir, seguir, saber e ser. Um lugar onde perco a noção do tempo pois sou criança descalça e descabelada experimentando a natureza e a sua força divina e ao mesmo tempo buscando equilibrar-se sob a força gravitacional. Nesse movimento livre e desinteressado, o nada é o tudo que me preenche e apenas a natureza me basta.

Mariana y el árbol de manzana

Mariana era una chica muy guay. Solo se aburría si le faltaba el wi-fi. De lunes a viernes era siempre igual: se despertaba, iba a la escuela, y después con sus amigos subía a los árboles y jugaba rayuela. Una horita más tarde, ya no se escuchaba nada, cada uno tomaba su móvil y se ponía de cabeza agachada. Cuando llegaban las vacaciones, Mariana iba a la granja de su abuelita. A ella le encantaban sus empanadas y la naturaleza pero no había internet. ¡Qué desdicha! Sin wi-fi y lejos de sus amigas, su abuela la recibió con muchos besos, quesos y golosinas. Un poco feliz y un poco aburrida salió para explorar la naturaleza y a ver si encontraba alguna actividad divertida. Caminó por los huertos, trepó en un árbol, pero luego se aburrió y decidió bajar: - ¡Qué pesado y qué fastidio! ¡Sin mis amigos no puedo jugar! Siguió caminando y al cruzar un árbol de manzanas rojas, tropezó en algo duro y paró para comprobar que era lo que había debajo de las hojas. En el suelo, de rodillas, empujó l...

o botecão

 Hoje é sábado, meu dia de escapar um pouquinho da rotina e finalmente me sentar para escrever. Acordei um pouco mais cedo do que de costume e fui fatalmente surpreendida com as portas do meu café preferido fechadas. Sem muito tempo pra pensar, fui direto ao único café que estava aberto, mas logo percebi que era o que nós brasileiros chamamos de "botecão" ou "sujinho". Aborreci-me com o menu simples, na verdade, nem menu tinha. As chaves da casa de banho tinha que pegar no balcão, a senha do wi-fi era um código gigante que tive que tirar foto do celular. Tudo fora da minha zona de conforto. Mas de repente, fui surpreendida por uma coisa me mudou o meu olhar para este café: As pessoas. Elas entram e dão bom dia a todo momento,  fazem piadas,  riem alto, se relacionam.  Me senti bem melhor aqui no "botecão".