Comecei enfim a livrar-me das abstrações e entregar-me contemplativamente aos fenômenos. Aproveitei cada momento para observar tudo ao meu redor com mais atenção, curiosidade e espanto.
Acredito que esse olhar, que em princípio chamei de meditação contemplativa, me levou quase que involuntariamente à escrita e nela encontrei um solo fértil e seguro para
pisar, percorrer, explorar, sentir, seguir, saber e ser. Um lugar onde perco a noção do tempo pois sou criança descalça e descabelada experimentando a natureza e a sua força divina e ao mesmo tempo buscando equilibrar-se sob a força gravitacional.
Nesse movimento livre e desinteressado, o nada é o tudo que me preenche e apenas a natureza me basta.
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