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Mostrando postagens de outubro, 2020

Quem me vê assim desnuda

Quem me vê assim desnuda  não imagina o quanto já andei na moda, o quanto já andei na linha, quantos ritmos dancei, quantos temperos provei, quantos idiomas e teorias já escutei, quantos filmes, shows e peças de teatro assisti, quantos museus visitei, quantas opiniões ouvi e com quantas me importei. Quem me vê assim desnuda nem imagina com quantas cores já me pintei, com quantas formas em mosaico me montei e na tentativa de me formar me deformei. Quem me vê assim desnuda nem imagina que um dia em cacos me estilhacei e que por debaixo deles foi pele, luz e sombra que encontrei, que acolhi e que abracei.