
Entro numa lanchonete qualquer do centro de São Paulo às 18h; sento-me ao "balcão" e peço um pão na chapa e um pingado enquanto a maioria dos clientes tem em suas mesas uma garrafa gelada de 600 ml. Um homem barbudo e grisalho que acabou de sair do trabalho senta-se do outro lado e pede alguma coisa que se eu fosse o(a) atendente não teria compreendido e é servido com uma dose de ypioca.
Na TV, a novela das 6 bem baixinha. O som que prevalece é o burburinho dos casos e risadas de quem tem uma companhia á mesa.
E eu, mesmo desacompanhada, me sinto acolhida por todos os casos, sotaques e sons desse lugar, sinto que poderia participar de qualquer uma das conversas como se os conhecesse de longa data.
É um um sentimento inexplicável de pertencimento que por mais adaptada que eu esteja a outro lugar do mundo é só aqui que posso experimentar.
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