Prego, caco de vidro, arame, pedra. O risco do corte, do tétano, do bicho de pé. Nada disso a impediu de andar de pés descalços.
Hábito que ela fez questāo de manter na vida adulta. No escritório, entre planilhas, projetos e decisōes importantes, se pode ver os seus dedos respirando, espartamados na porcelana fria. Como explicar essa conexāo ancestral com a terra? Enquanto eu descia a escada, revelou uma das respostas possíveis:
"Pés no chāo me fazem lembrar quem eu sou"
Panelovski
Sempre tive os pés no chāo em tudo o que faço, seja no âmbito pessoal ou profissional. Gosto de pensar na possibilidade do fracasso e/ou da decepção, para caso eles aconteçam nāo seja algo tão inesperado a ponto de eu nāo saber lidar ou pelo menos para conseguir aceitá-lo a fim de buscar uma superação de maneira mais realista e menos dolorosa possível.
Mas isso não significa que eu viva pela metade esperando por uma tragédia ou simplesmente em função ou escrava dessa possibilidade, mas sim, que vivo ciente de que não sou imune ou blindada a decepções e ainda sabendo de sua possibilidade, prefiro me doar por inteiro as minhas decisões, projeto ou pessoas.
Portanto mantendo o meu "pé atrás". Nāo escrava de minhas desconfianças, apenas as tenho como aliadas. No expectations, no frustrations!

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