Pular para o conteúdo principal


LONDON IS CALLING ME

Há uns 2 anos atrás, quando morava em Dublin, fiz um post pro blog de uma amiga, o http://desireemarie.com.br/blog/  falando sobre o estilo dos londrinos. (O blog dela é sobre moda, vale a pena conferir!)

Então o post é velho, mas continua atual! Como as fotos estão maravilhosas, decidi aproveitar e reciclar o assunto! 


Bom, falar de Londres é uma delícia! É uma cidade vibrante, cosmopolita, clássica, tem um misto de tradição com modernidade....   A cidade é realmente uma loucura!


Vou me dedicar nesse post ao tema moda, sem uma visão apurada fashionista (que eu não tenho, diga-se de passagem) ou citando grandes marcas e boutiques. 


Moda pra mim é um estado de espírito, é humor e criatividade. E exatamente por isso vamos falar de Camden Town, região underground e alternativa, palco do início do movimento punk, cantinho preferido da Amy Winehouse, cheia de mercadinhos independentes. 


Sabe aquelas peças vintages que você sempre quis ou nunca imaginou encontrar? Então, estão lá! Claro que tem muita porcaria também, mas garimpar é uma arte!  


O melhor de Camden é a atmosfera, os cheiros de comida do mundo inteiro, os cabelos coloridos, roupas extravagantes, corpos tatuados!  É um museu de arte contemporânea a céu aberto, juro!



Todas as tribos estão lá, e eu tirei algumas fotos do pessoal em Londres pra mostrar pra vocês.



Eu tive meus “achados” em Camden Town e em Notting Hill, que também tem feira de rua, a Portobello Market, charmosa até dizer chega! Comprei uma saia linda, estilo boho, por 2 pounds! E uma jaqueta de couro maravilhosa por 10 pounds!!


Lugar pra todos os estilos. Falando em todos os estilos, Londres é uma miscelânia justamente por ser tão cosmopolita, você vê o modo de se vestir de todas as nacionalidade em cada estação de metro. O que destaca o estilo Londrino é a ousadia, eles não tem medo de arriscar e de fazer combinações improváveis, mas que caem super bem!



Vi tantos homens usando calça skinny e sapatos coloridos! Senhorinhas do cabelo branco repicados, com sobretudos impecáveis! Assim como vi muitas mulheres todas montadas e usando um tênis esportivo( estilo essa linda da foto no metrô) Ah! E chapéus, muitos chapéus! De todas as cores e formatos! Eu adoro! Muita meias, todas coloridas, rasgadas, malucas. Com bota, com tênis, com seja lá o que for. O Londrino é criativo, e não há regras. Aliás a regra lá parece ser a única que merece ser obedecida: respeite seu corpo e suas múltiplas personalidades!




Espero que tenham gostado ( e se inspirado) Até a próxima!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dia do escritor

  Hoje é Dia do Escritor. E eu? Nunca nem sequer me achei digna de ser chamada assim. Nunca contei com essa possibilidade na minha vida. O dia em que minha caixa de livros chegou, eu a abri e vi vários exemplares com meu nome na capa, empacotados em pilhas de 20 em 20... suei frio. Minha felicidade era proporcional ao meu medo. Outro desafio foi o meu primeiro autógrafo: “Quem sou eu pra dar autógrafos?” “O que vou escrever?” “E se me escapar uma palavra errada?” “Minha letra é horrorosa...” Foi bem difícil silenciar os pensamentos intrusivos. Além de tudo, eu não tenho uma história parecida com as que costumo ler nas biografias de escritores — aquelas que falam de uma infância recheada de livros. Nasci em uma família de pais com baixa escolaridade. O primeiro (e único) livro infantil de que tenho lembrança de ter entrado na nossa casa se chamava Chuva ,  o qual me lembro com muito carinho, este livro só chegou porque fazia parte da lista de material escolar do prime...

Sobre escrever e se entregar

Pra escrever é preciso esquecer-se da pia de louça pra lavar, do chão sujo por limpar, das contas pra pagar, da dúvida gramatical que paira no ar. Essas coisas não tem nenhuma importância na escrita porque escrever é uma prática espiritual e a mesma sacralidade que se aplica ao ato sexual.

Pai, sol, suor e pão

Uma essência de suor misturado com óleo diesel. Esse era o cheiro do abraço mais esperado do dia. Chegava sempre no mesmo horário. Tão certo quanto o nascer do sol. E eu, que ainda nem sabia ver as horas. Organicamente pressentia que a sua chegada se aproximava. E então, me agitava rumo a janela, rumo a porta, rumo ao portão em um incontrolável êxtase infantil. Quando já impaciente dava as costas, lá ouvia o barulhinho das chaves e gritava o seu nome tão intensamente quanto corria em sua direção. Aquele abraço era tão importante quanto o calor do sol pra mim. Após beijar o seu rosto luminoso de suor. Sentia os meus lábios deslizarem um no outro com o óleo que recolhia. Uma vez ungida pela sua essência, descia de seu colo, abria a sua bolsa e avistava a marmita de lata enrolada num pano e, ao lado, o saco de pão quentinho abafado. Constância, certeza, sustento Sol, suor, calor e pão São ritmos, sentidos e sentimentos que de ti carrego desde então.