Por favor, salve a infância!
Das presas de sua pressa, do laço da sua vaidade,
do seu destino escasso fundado em teu desgosto.
Por favor, salve a infância do teu cansaço!
Dê chance à vindoura esperança,
Que carrega, de peito aberto, o corpo desperto da criança.
Confie em quem sabe melhor o caminho da salvação;
Pois são delas o reino dos céus e a verdade,
O amor e a evolução.
Aceite os seus convites para dançar, sorrir, contemplar e descobrir;
Deixe-as fantasiar este mundo injusto e mesquinho!
Admita, não vale a pena insistir no mesmo caminho.
Deixe-as trazer as boas novas, as novas cores;
Permitam-nas nos revelar a aurora!
Pois, nós já entardecemos demais, talvez, até anoitecemos.
Estamos cansados, com sono. Mordemos a maçã envenenada;
Permitam-nas nos despertar com o frescor da madrugada.
Não as queira sentadas, imóveis;
Nem sérias, nem mudas;
Se de tanta seriedade e silêncio,
se fez a guerra e a ignorância;
Salva o mundo quem sabe brincar,
Salva o mundo quem salva a infância.
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